Gerard Butler e Dora enfrentam “As Panteras”, Ford e Ferrari nos cinemas do Brasil

Gerard Butler em cena de 'Invasão ao Serviço Secreto'. (Foto: Jack English)

Após alvejarem a Casa Branca em 2013 e quase acabarem com Londres em 2016, chegou a hora da “Invasão ao Serviço Secreto”. Apesar de ser a maior estreia da semana nos cinemas brasileiros, não chega a ser mais interessante, exceto para os fãs da franquia de ação. Neste terceiro capítulo, Mike Banning (Gerard Butler) é acusado de tentativa de assassinato ao presidente dos Estados Unidos Trumbull (Morgan Freeman). Determinado a provar sua inocência, ele se torna um alvo do FBI na medida em que tenta encontrar o verdadeiro culpado. Para tal, o agente precisará de toda a ajuda possível para proteger sua família e salvar seu país de um ataque sem precedentes.

O elenco conta com Jada Pinkett Smith, Danny Huston, Tim Blake Nelson e Piper Perabo. A direção é de Ric Roman Waugh que também assina o roteiro. Lançado em agosto na América do Norte, o filme surpreendeu ao estrear em primeiro lugar nas bilheterias. A empolgação com o resultado foi tamanha que o produtor Alan Siegel confirmou a um site que há planos de expansão. Além de mais três sequências, existe o interesse em realizar futuros spin-offs (derivados) com o intuito de abranger outros lugares ao redor do mundo, construindo assim um universo compartilhado entre cinema e televisão. Ainda não há previsão para o desenvolvimento das novas invasões.

Cena de ‘Dora e a Cidade Perdida’. (Foto: Reprodução)

Animação da Nickelodeon, “Dora, a Aventureira” estreou em 2000, tendo como público-alvo as crianças da comunidade hispânica nos EUA. O sucesso foi tão grande que acabou ultrapassando as fronteiras, chegando a todas as partes do mundo, incluindo o Brasil. Agora estreia sua versão em live-action, “Dora e a Cidade Perdida”, de olho tanto nos pequenos quanto naqueles que cresceram com suas histórias educativas na TV. Peruana por parte de mãe e nascida em Cleveland (Ohio), Isabela Merced encarna a adolescente de 16 anos que tendo passado a maior parte de sua vida explorando a selva, nada poderia prepará-la para sua mais desafiadora jornada: o ensino médio.

Com seu espírito aventureiro, Dora logo se encontra liderando seu melhor amigo, o macaco Botas, Diego (Jeffrey Wahlberg), um misterioso habitante da selva (Eugenio Derbez) e um grupo de jovens numa grande aventura a fim de resolver o mistério impossível da cidade perdida de ouro, diz a sinopse. A produção teve o cuidado em manter sua latinidade. A maior parte do elenco, por exemplo, tem raízes mexicanas, como os pais da protagonista, vividos por Michael Peña e Eva Longoria, e a avó, por Adriana Barraza, indicada ao Oscar de melhor Atriz Coadjuvante, por “Babel”, em 2007. Dirigido por James Bobin, o roteiro ainda contou com um consultor em cultura andina.

Ella Balinska, Kristen Stewart e Naomi Scott em cena de ‘As Panteras’. (Foto: Reprodução)

Com um novo trio de protagonistas, “As Panteras” estão de volta. Desta vez, a Agência de Detetives Charles Townsend é uma organização de nível global e as agentes Sabina Wilson (Kristen Stewart) e Jane Kano (Ella Balinska) precisam se unir à novata Elena Houghlin (Naomi Scott) para tentar impedir que uma perigosa tecnologia se transforme em uma arma letal. Além de escrever, dirigir e produzir, Elizabeth Banks interpreta Bosley, a chefe das garotas. Ainda há outros dois líderes, vividos por Patrick Stewart e Djimon Hounsou. O elenco também conta com o galã de comédias românticas da Netflix Noah Centíneo, Sam Claflin e Luis Gerardo Méndez.

Criada por Aaron Spelling, Leonard Goldberg, Ivan Goff e Ben Roberts, “As Panteras” começou como série de TV. No ar de 1976 a 1981, ela revelou Farrah Fawcett. Já no começo dos anos 2000, Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu estrelaram duas produções de relativo sucesso na telona. Em entrevista a um site, Banks afirmou que não se trata de um reboot ou remake, mas uma continuação. “Eu queria fazer um filme que celebrasse as mulheres no trabalho. Quando assisti ao programa original, pensei: ‘Essas são mulheres profissionais. Esse é um trabalho que as mulheres fazem. E elas pareciam incríveis”, salientou a primeira diretora da franquia.

“Muitos podem pensar que não precisam de outro filme porque o anterior foi tão divertido. Mas a reinterpretação é tão pé no chão e bem intencionada, e realmente mostra jeitos com os quais as mulheres podem trabalhar juntas atualmente”, ressaltou Kristen Stewart que após trabalhos mais artísticos que lhe trouxeram respeito como atriz, retorna aos blockbusters de Hollywood. Produzido por Ariana Grande, o álbum de “As Panteras” tem sido bastante divulgado. A música tema “Don’t Call Me Angel” traz uma parceria entre ela, Miley Cyrus e Lana Del Rey. O clipe está disponível no YouTube. Dentre as 11 faixas, uma é da brasileira Anitta, cujo nome é “Pantera”.

Matt Damon e Christian Bale em cena de ‘Ford vs Ferrari’. (Foto: Reprodução)

Para os apaixonados por automobilismo, “Ford vs Ferrari” promete muita emoção. Baseado numa história real, o longa acompanha o piloto britânico Ken Miles (Christian Bale) e o designer de carros norte-americano Carroll Shelby (Matt Damon). No ano de 1966, eles lutaram contra o domínio corporativo, as leis da física e seus próprios conflitos internos para criar para Henry Ford II, um veículo que o possibilitaria destronar Enzo Ferrari e sua escuderia na tradicional e disputada 24 Horas de Le Mans, na França. “O filme vai além da corrida e captura o espírito das pessoas que estão dispostas a arriscar tudo por sua paixão”, disse Bale em entrevista a um site de entretenimento.

Responsável por “Logan” (2017), o diretor James Mangold revelou que procurou utilizar o mínimo de efeitos especiais. “Eu tentei fazer com que este fosse um filme emocional e fisicamente realista. Não queria ver mais um filme de corrida em que os carros são criações digitais”, ressaltou. “Sentir aqueles carros vindo em sua direção, ouvir os motores… Foi muito excitante de filmar porque não precisei usar a minha imaginação. Estava tudo acontecendo ao meu redor”, afirmou Damon sobre o realismo das cenas. Elogiado pela crítica, as chances de receber indicações ao Oscar são grandes. O elenco ainda conta com Jon Bernthal, Caitriona Balfe, Josh Lucas e Tracy Letts.

Cena de ‘O Rei’. (Foto: Reprodução)

Como dica na Netflix nesta semana de feriado está “O Rei”. Mais interessado no fardo que um homem tem de carregar ao colocar uma coroa em sua cabeça, não se trata de um épico de ação. Digo isto a fim de que não o veja com a expectativa por batalhas grandiosas. Filho de Henrique IV (Ben Mendelsohn), Hal prefere uma vida comum, ao lado do amigo John Falstaff (Joel Edgerton). O motivo para tal é por discordar da forma como o pai governa. Obrigado a assumir o trono da Inglaterra, ele tenta colocar sua visão pacifista em prática, porém, se deparando com a real ameaça da França. No papel principal, Timothée Chalamet oferece mais um trabalho bem composto.

Ele é confrontado por Robert Pattinson que apesar do pouco tempo de tela faz de seu delfim uma presença marcante. Inspirado em William Shakespeare, o roteiro de David Michôd e Edgerton foca no início do reinado de Henrique V e prioriza seu amadurecimento e a relação com as pessoas à sua volta. As artimanhas palacianas se faz presente, mas com certa sutileza. Há momentos em que é possível fazer um paralelo com o mundo atual e a forma como estamos sendo governados, principalmente quando vemos famílias interferindo no rumo das nações. Michôd opta por uma direção discreta, sendo apoiado pela ótima reconstituição de época, locações e fotografia.

De volta ao cinema, “Diz a Ela que Me Viu Chorar” acompanha um grupo de viciados em crack, confinado em um prédio de São Paulo. Enquanto passam pela difícil fase de desintoxicação, eles tentam reconstruir a própria vida. Alguns veem a situação com otimismo, outros já tiveram dias melhores. “Queria que as pessoas pudessem se relacionar com aqueles personagens a partir das emoções e dos afetos que vão atravessando o filme e que aos poucos você entendesse que eles estão nesse ambiente de cuidado, nesse contexto. Realmente é uma escolha pelas pessoas, não pelo projeto, não pelo rótulo e não pelo lugar sociológico”, explicou a diretora Maíra Bühler em entrevista.

Assim como o anterior, “Azougue Nazaré”, de Tiago Melo, estreia em circuito limitado, e traz o embate entre Maracatu e religião. Em meio aos canaviais, um grupo de pessoas vive suas vidas, tensões, desafios, sonhos e rituais à espera do Carnaval. Vale lembrar que continuam em cartaz em Goiânia: “Parasita”, “Coringa”, “Bacurau”, “Doutor Sono”, “A Família Addams”, “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”, “Humberto Mauro”, “Malévola: Dona do Mal”, “Maria do Caritó”, “Link Perdido” e “Ela Disse, Ele Disse”. Antes de sair de casa, confira a programação das salas, a classificação indicativa, os horários das sessões e as datas de exibição. Divirta-se!

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