“Doutor Sono” e vencedor da Palma de Ouro de Cannes estreiam nos cinemas brasileiros

Ewan McGregor em cena de 'Doutor Sono'. (Foto: Reprodução)

Baseado no livro homônimo de Stephen King, “Doutor Sono” é a continuação de “O Iluminado” que no cinema se tornou um clássico nas mãos de Stanley Kubrick no ano de 1980. A história acompanha a versão adulta de Danny Torrance, interpretado por Ewan McGregor. Após seu pai Jack (eternizado por Jack Nicholson) enlouquecer e tentar matar a família no Overlook Hotel, ele cresceu traumatizado. Enquanto lida com problemas com álcool, o homem recupera seus poderes psíquicos, sendo capaz de oferecer conforto para seus pacientes. Uma delas é uma jovem, Abra Stone (Kyliegh Curran), com dons parecidos que precisa ser protegida de perigos misteriosos.

Em entrevista a um site, o roteirista e diretor Mike Flanagan (de “A Maldição da Residência Hill”) contou como se sentiu após exibir seu trabalho para o mestre do terror. “Os créditos subiram, ele se inclinou e colocou a mão sobre o meu ombro e disse: ‘você fez um trabalho bonito’. E eu morri. (…) E ele disse meio que ‘ter visto esse filme aqueceu os meus sentimentos a respeito do filme de Kubrick’. Foi aí que eu surtei. O objetivo desde o início era colocar as duas produções de forma unificada, reparar o gargalo entre ‘O Iluminado’, de Kubrick, e ‘O Iluminado’ de King. Se houvesse uma maneira de fazer isso, mesmo que um pouco, era o que eu queria como fã”, afirmou.

O escritor já havia deixado claro que não tinha gostado do primeiro longa. Com relação ao segundo, sua opinião é diferente. “Não quero entrar em uma grande discussão sobre o quão o filme ‘O Iluminado’ é bom ou o que eu sinto por ele. Tudo o que eu posso dizer é que Mike pegou o material, criou uma história incrível. (…) Porque ele conseguiu pegar o meu livro, ‘Doutor Sono’, a sequência, e de alguma forma conectá-lo tranquilamente à versão de Kubrick de ‘O Iluminado’. Então, sim, eu gostei bastante disso.” Resta agora saber se os seus fãs e os de Stanley pensarão o mesmo. No elenco também estão Rebecca Ferguson, Jacob Tremblay e Bruce Greenwood.

Cena do vencedor da Palma de Ouro de Cannes, ‘Parasita’. (Foto: Reprodução)

Considerado um dos melhores filmes do ano, senão de todos os tempos, “Parasita”, do cineasta sul-coreano Bong Joon-ho, conquistou a cobiçada Palma de Ouro do Festival de Cannes. Apesar de toda a badalação, ele ocupa apenas uma sala da cidade e merece ser apreciado. A trama gira em torno de uma família de desempregados – Kim Ki-taek (Song Kang-ho), sua esposa Chung-sook (Jang Hye-jin), o filho Ki-woo (Choi Woo-shik) e a filha Ki-jeong (Park So-dam) – que vivem em um escuro e sórdido apartamento no subsolo. Eles começam a demonstrar um interesse peculiar pelos Parks e seu rico modo de vida, até que se envolvem em uma situação imprevisível.

Responsável por obras como “O Hospedeiro” (2006), “Mother” (2009), “Expresso do Amanha” (2013) e “Okja” (2017), Joon-ho revelou em entrevista a um site que o argumento e o roteiro de seu novo trabalho são originais e que quando jovem trabalhou como tutor na casa de uma família rica enquanto fazia faculdade. “Dava aulas particulares e, quando os pais não estavam, meu estudante me levava para conhecer os ambientes. Mostrou-me a sauna privativa, e aquilo me passou uma ideia de invasão de privacidade, como se eu fosse um voyeur, fantasiando sobre a vida daqueles estranhos. A ideia ficou comigo e, de alguma forma, germinou no que virou ‘Parasita’.”

Representante da Coreia do Sul a uma das cinco vagas da categoria do Oscar de melhor Filme Internacional, sua presença já é dada como certa pelos especialistas. A expectativa agora é que consiga ir mais longe, concorrendo também como melhor Filme, Direção e Roteiro. “É a primeira vez que participo de uma campanha [ao prêmio da Academia] tão extensa e complicada, com tantos votantes. É impossível fazer previsões, mas estou adorando conhecer tantos artistas importantes de Hollywood”, disse o cineasta. Lançado em circuito limitado há algumas semanas nos cinemas da América do Norte, “Parasita” quebrou o recorde de maior arrecadação por sala do ano.

Cena de ‘Link Perdido’. (Foto: Reprodução)

Do mesmo estúdio de “Coraline e o Mundo Secreto” (2009) e “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016), “Link Perdido” traz a complexa e bela técnica de animação em stop-motion. A história acompanha o Sr. Link que cansado de viver uma vida solitária no noroeste do Pacífico recruta o destemido explorador Sir Lionel Frost (voz original de Hugh Jackman). “Ele busca um guia em sua jornada para encontrar seus parentes perdidos há muito tempo no lendário vale de Shangri-La. Junto com a aventureira Adelina Fortnight, o trio se depara com diversos perigos enquanto viajam para os confins do mundo.” O roteiro e a direção é de Chris Butler, de “ParaNorman” (2012).

Cena de ‘Bate Coração’. (Foto: Reprodução)

Comédia dramática, “Bate Coração” gira em torno de Sandro (André Bankoff), um solteiro conquistador e preconceituoso, e Isadora (Aramis Trindade), uma travesti dona de um salão. A vida dos dois se cruza quando ele precisa de um coração novo e recebe o dela que morreu momentos antes. Após o transplante, Isadora passa a seguir os passos de Sandro que começa a perceber algumas mudanças de comportamento. A direção é de Glauber Filho, de “As Mães de Chico Xavier” (2011). Ele também assina o roteiro ao lado de Daniel Dias e Ronaldo Ciambroni, inspirado nas peças “Acredite, Um Espírito Baixou em Mim” e “O Coração Safado”, ambas deste último.

Cena de ‘Meu Amigo Fela’. (Foto: Reprodução)

Dirigido pelo brasileiro Zoel Zito Araújo, o documentário “Meu Amigo Fela” apresenta a história de um importante artista nigeriano. “A minha tentativa de contar a história de um gênio musical, chamado Fela Kuti, foi a de que, apesar do seu grande sucesso internacional, ele passou despercebido no Brasil, e encarando de frente seu lado de sombra e as tragédias que abateram o seu espírito guerreiro”, disse o diretor em entrevista. Através de conversas com seu amigo e biógrafo oficial, Carlos Moore, se “constrói um complexo olhar sobre suas influências, seus relacionamentos, sua espiritualidade e o contexto cultural e histórico em que o músico viveu sua vida”.

Cena do documentário ‘Humberto Mauro’ exibido no Festival de Veneza 2018. (Foto: Reprodução)

Pioneiro do audiovisual brasileiro, Humberto Mauro ganha um documentário com seu nome. O diretor André Di Mauro reúne trechos de obras e entrevistas, e faz um panorama da sua vida e excepcional carreira. Dentre os filmes que continuam em cartaz em Goiânia estão: “Coringa”, “Bacurau”, “Papicha”, “Segredos Oficiais”, “Greta”, “A Família Addams”, “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”, “Maria do Caritó”, “Zumbilândia – Atire Duas Vezes”, “Malévola: Dona do Mal” e “Ela Disse, Ele Disse”. Antes de sair de casa, confira a programação das salas, a classificação indicativa, os horários das sessões e as datas de exibição. Boa diversão!

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