Brasil tem uma das menores taxas de pessoas com ensino superior no mundo

(Foto: Reprodução)

Segundo relatório que avaliou dados educacionais de 45 países, o país tem uma das piores taxas de ingresso e conclusão do ensino superior

De acordo com o estudo divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira (10), o Brasil tem uma das cinco menores taxas de pessoas com ensino superior entre 45 países analisados. Segundo o relatório “Education at a Glance“, que inclui dados educacionais de membros e parceiros da organização.  Em um cenário de contingenciamento das universidades públicas do país, a pesquisa mostrou que o sistema educacional brasileiro ainda tem muitos desafios no que diz respeito à etapa.

Conforme o estudo, apenas 21% dos brasileiros de 25 a 34 anos têm diploma de ensino superior. O percentual é bem inferior à média dos países que compõem a OCDE: 44%. Outros países compõem a lista das nações com menor índice de acesso: China, com 18%; Indonésia com 16%; e Índia com 14% — no caso desses três, no entanto, o ano de referência para os dados não é 2018. Na lanterna está a África do Sul, onde apenas 6% da população dessa faixa etária têm ensino superior.

O Brasil tem a pior taxa entre os países da América Latina com dados disponíveis, ficando atrás de México (23%), Costa Rica (28%), Colômbia (29%), Chile (34%) — ano de referência diferente de 2018 — e Argentina (40%).

O país com maior índice de pessoas com ensino superior é a Coreia do Sul, onde 70% da população de 25 a 34 anos chegou à etapa. Em seguida aparece a Rússia, com 63%, e o Canadá, com 62%.

Os dados da OCDE também mostram que o Brasil também está entre os piores no que diz respeito à taxa de estudantes que ingressaram no ensino superior e conseguem se formar. Os dados mostram que 67% dos estudantes não conseguem concluir o curso no tempo previsto, em média quatro ou cinco anos. O índice é maior do que a média dos países com dados disponíveis sobre conclusão, onde 61% estão nessa situação.

A situação melhora sete ou oito anos após o ingresso, quando cerca de metade dos estudantes finalmente conseguem se formar, patamar ainda inferior à média, onde 67% conseguem o diploma depois desse tempo de estudo. Entre a outra metade de alunos brasileiros que não conseguiram se formar, pelo menos dois terços já abandonaram o sistema e desistiram da formatura.

*Com informações do Globo

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