Universidades federais só conseguem pagar as contas até setembro

Ministro da Educação Abraham Weintraub. (Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil)

Com os cortes ocorridos na pasta da Educação, universidades não garantem conclusão do próximo semestre

Universidades federais de todo o país afirmam que os recursos previstos para serem liberados até o final do ano não são suficientes para pagar integralmente as contas e contratos que vencem em setembro. Algumas instituições alertam que, sem a liberação de mais dinheiro pelo Ministério da Educação (MEC), terão de suspender aulas ou atividades por não conseguir pagar serviços de vigilância, limpeza e energia.

Em abril, o Ministério da Educação (MEC) divulgou que iria bloquear 30% dos recursos previstos para a pasta.  Após o corte, o ministro Abraham Weintraub disse que a redução não afetaria as atividades, se os reitores fizessem economia e melhor gestão dos recursos. O orçamento previsto inicial para o custeio das universidades este ano era de R$ 6,25 bilhões.

Das 63 federais do País, 37 responderam ao Estado que adotaram medidas para cortar gastos, com revisão de contratos e mudança em procedimentos internos, mas mesmo assim dizem que o valor que ainda têm para receber do MEC é insuficiente para todas as despesas.

Nesta semana, o MEC liberou para as universidades 5% do orçamento previsto no início do ano. Com essa parcela, elas atingiram 58% de liberação do orçamento originalmente previsto. Como 30% do recurso está bloqueado, elas ainda têm para receber este ano cerca de 12% do total original. Mas parte dessa verba de custeio não bloqueada (e ainda não liberada) está reservada para assistência estudantil – como bolsas, moradia, transporte.

Com isso, algumas das principais instituições de ensino superior do País não sabem se conseguirão manter as aulas normalmente no próximo mês.

De acordo o secretário de Educação Superior da pasta, Arnaldo Lima, “a sinergia” do MEC com a área econômica garante haver verba nas instituições. “Reitores que criam falsos alarmismos sobre os últimos meses do ano precisam entender que estão frustrando, indevidamente, as expectativas daqueles que lutam para realizar seus sonhos através da educação.”

Segundo ele, as universidades com mais dificuldades para pagar contas são justamente aquelas nas piores colocações no ranking de governança do Tribunal de Contas da União.

*Com informações do Estadão

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