“Não houve intenção de ofender a honra”, diz Kakay após assumir defesa do presidente da OAB

(Foto: Foto: Ailton de Freitas / O Globo)

O Ministro Sergio Moro pediu à PGR que investigue Felipe Santa Cruz, após ele criticar a postura do ex-juiz abusa sobre abusar do cargo para aniquilar a independência

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, anunciou nesta sexta-feira (9), que assumiu a defesa do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, que é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após o ministro da Justiça, Sergio Moro, pedir a instauração de inquérito por crime contra a honra.

Em entrevista, Santa Cruz criticou a postura do ministro sobre as mensagens vazadas que envolve diálogos com promotores da Lava Jato. “Moro usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”, disse o advogado.

Segundo Kakay, o ex-juiz “assumiu oficialmente seu lado político” e que a “representação enviada à PGR expõe uma inexplicável – e manifestamente incabível – argumentação do Ministro, que desconsidera o próprio significado das palavras e já deveria ter entendido o valor da crítica e a importância do debate e do questionamento de ideias em um estado democrático de direito”.

Kakay argumentou ainda, que Moro “agiu com a cabeça do Juiz Moro quando via crime onde era conveniente mesmo quando esse não existia”, e complementou dizendo que a “defesa reafirma sua crença na importância da liberdade de expressão em um ambiente que se pretenda democrático”.

Leia nota na íntegra:

Assumo, com muita honra, a defesa do Presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz. O Ministro Moro, ao representar contra o Presidente do Conselho Federal, agiu com a cabeça do Juiz Moro quando via crime onde era conveniente mesmo quando esse não existia. O Ministro agora assumiu oficialmente seu lado político e deveria reconhecer que a crítica foi jurídica e institucional. Uma leitura isenta da declaração do Presidente do Conselho evidencia que não houve intenção de ofender a honra de quem quer que seja. Por outro lado, uma rápida análise da representação enviada à PGR expõe uma inexplicável – e manifestamente incabível – argumentação do Ministro, que desconsidera o próprio significado das palavras e já deveria ter entendido o valor da crítica e a importância do debate e do questionamento de ideias em um estado democrático de direito. A Defesa reafirma sua crença na importância da liberdade de expressão em um ambiente que se pretenda democrático.

KAKAY

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here