Eike Batista é preso pela 2ª vez pela Lava Jato

Fernando Frazão/Agência Brasil

Após dois anos da primeira prisão, novo mandato busca provas relativas à lavagem de dinheiro

Na manhã desta quinta-feira (8), a Polícia Federal prendeu o empresário Eike Batista, na Operação Segredo de Midas, um desdobramento da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro. Além do mandado de prisão temporária contra Eike, a PF cumpre mais um mandado de prisão e outros quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

De acordo a PF, a ação tem o objetivo de buscar provas relativas à manipulação do mercado de capitais e à lavagem de dinheiro. A PF deve cumprir ainda um mandado de prisão contra Luiz Arthur Andrade Correia, mais conhecido como Zartha, que foi contador de Eike até 2013.

A primeira vez que Eike teve a prisão decretada foi em 2017, após a delação de dois doleiros em acordos com a Lava Jato no Rio de Janeiro. Os relatos contam que ele teria pagado US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador do Rio Sergio Cabral, que está preso.  Em abril do mesmo ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes atendeu a um pedido de liberdade da defesa e determinou a soltura do empresário. Em 30 de abril de 2017, o juiz federal Gustavo Arruda Macedo decidiu que Eike deveria cumprir pena em prisão domiciliar.

Em outubro do mesmo ano, a Segunda Turma do STF determinou que o empresário ficasse em casa durante as noites e aos finais de semana e feriados, livrando Eike da prisão domiciliar – quando não pode sair de casa, mesmo durante o dia.

*Com informações do site UOL

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