Governo estuda reincorporação de médicos cubanos

(Foto: Divulgação)

Programa prevê a volta dos profissionais na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) por um período de dois anos

Em agosto, o governo federal pretende editar uma medida provisória alterando o Programa Mais Médicos com o intuito de reincorporar profissionais cubanos. Os médicos cadastrados no programa tiveram que sair do país com o rompimento do acordo de colaboração entre Brasil e Cuba.

A ideia é que os profissionais voltem a trabalhar na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) por um período de dois anos. Cerca de 2 mil dos 8 mil profissionais que vieram para o Brasil devem ser readmitidos no SUS. Quase 700 desses médicos possuem situação regular por serem casados com brasileiros. Terminado esse prazo, precisarão revalidar o diploma.

A meta é ter um projeto bem definido, que não dê margem a desgastes e tenha uma tramitação rápida no Congresso Nacional. O programa deverá mudar de nome, pois, segundo avaliação no governo, o Mais Médicos se transformou em uma marca do governo Dilma Rousseff.

Para tentar atrair o interesse de médicos brasileiros, o novo programa deverá ser associado a um curso de formação. Todos os profissionais terão de fazer provas periódicas. A intenção é que os profissionais recebam um título de especialista em médico de família e comunidade ao fim do contrato. Além disso, eles devem receber uma gratificação para garantir a permanência nas regiões mais remotas do país.

Segundo dados técnicos do Ministério da Saúde, cerca de 3,6 mil municípios receberiam profissionais. A proposta de reintegração temporária deverá ser apresentada a parlamentares esta semana.

Com informações do Estadão.

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