Atleta de Jiu-Jitsu de Goiás é exemplo de superação

Diego Barros Oliveira é competidor e atleta paradesportivo, mas compete contra atletas não amputados na categoria pluma.

Os acidentes de trânsito no Brasil matam mais de 40 mil pessoas e deixam outras 400 mil com alguma sequela, segundo os dados do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde e DPVAT. Sequelas que podem se tornar grandes obstáculos na hora de realizar atividades simples do cotidiano, como brincar, praticar atividades físicas, ir ao mercado, dançar, ou até mesmo se tornar um atleta. Mas transformar uma tragédia em uma história de superação, não é para qualquer um, porém Diego Barros Oliveira, de 31 anos, fez do acidente uma nova maneira de enxergar a vida.

Diego é estudante do quarto período de Educação Física da Faculdade Estácio de Goiás e segundo seu treinador, Mestre Frederico Pimentel, ele é uma das grandes histórias de superação. Oliveira é atleta paradesportivo, mas compete contra atletas não amputados na categoria pluma (até 64 quilos) na faixa marrom. Recentemente, conquistou o ouro no jiu-jitsu dos Jogos Universitários (JUGs), realizado em abril em Brasília.

O estudante tinha 18 anos quando sofreu um acidente grave, que poderia ter perdido a vida. “Tive que amputar a perna para sobreviver, é uma decisão horrível, mas agora estou bem”, afirma. Ele conta que o esporte entrou na vida dele como terapia ocupacional. “Após ser atropelado, fiz a reabilitação, parei de trabalhar e fiquei ocioso”, revela. Diego treina quatro horas por dia – duas de preparação física com musculação e natação e as outras duas com a luta.

O atleta precisou adaptar alguns golpes para conseguir acompanhar os colegas e superar a deficiência. “No início todos me olhavam com uma expressão de pena, e falavam que eu amava muito o esporte para persistir nele. Na verdade, eu precisava do jiu-jitsu para voltar a viver. Cada treino é um novo aprendizado e um novo desavio a ser superado. Por exemplo, o golpe Triangulo necessita das duas pernas para finalizar, no meu caso consegui suprir a falta da perna com o meu braço”, explica.

Hoje, Diego conseguiu a admiração dos mestres, dos colegas e adversários, mas nem sempre foi assim. “Muitos não acreditavam que eu conseguiria competir na categoria sem deficiência, que não ia me adaptar aos golpes e finalizar com perfeição. Mas a minha força de espírito é tão grande como a minha força física”, afirma.

Revela ainda que o preconceito hoje, quase não existe. “Muita gente me respeita e elogia, mas já teve casos de competidores não subirem ao pódio porque não aceitavam perder para um atleta de uma perna só. Isso aconteceu no Open Internacional, na Argentina, acho que o atleta ficou chateado porque eu era brasileiro e deficiente”, brinca Oliveira.

Diego treina jiu-jitsu há dez anos e hoje, com uma perna, coleciona vitórias, participa de várias competições tradicionais e conta com apoio com bolsa de estudos da Faculdade Estácio. “É uma honra muito grande poder contar com o apoio da Bolsa da Estácio. Que irá somar bastante na minha formação acadêmica e no esporte, assim posso ir mais longe. Quando você se sente produtivo estudando, aprendendo, se formando, você acaba rendendo melhor em tudo na sua vida, inclusive dentro do tatame”, afirma.

O atleta coleciona prêmios, ele já conquistou o primeiro lugar do Open do México e foi vice-campeão em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em 2017. Também faturou o Sul- Americano, além de outras conquistas. Agora ele se prepara para o Brasileiro sem Kimono, em setembro, no Rio de Janeiro e para o Sul-americano, em novembro.

Metropolitan Mall promove Sunset

Nesta quinta-feira, 11 de julho, o Metropolitan Mall promove a 2ª edição do Sunset Metropolitan deste ano. Um happy hour com drinks, gastronomia e música eletrônica com o DJ John John.

Os clientes terão a oportunidade de contemplar o pôr do sol ao final do dia, já que o empreendimento tem uma vista única e privilegiada da Avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás. A entrada é gratuita.

Coquetel

A advogada Natália Melo, os empresários Antônio Carlos Melo e Maria Rita Melo, prestigiaram o coquetel realizado no Mirante Lado Alto do Aldeia do Vale e puderam apreciar a vista noturna do local.

Natalia, Antonio Carlos e Maria Rita | Foto: Divulgação

EcoFlamboyant

Exibindo uma eficiente Central de Resíduos Sólidos, o Flamboyant Shopping Center implementou recentemente o projeto EcoFlamboyant. O empreendimento que se destaca na destinação responsável de orgânicos e recicláveis a partir da classificação, armazenamento, transporte e destinação, também valoriza projetos que disseminem essa cultura. O novo projeto tem inspiração no processo de compostagem, que se tornou possível a partir de um programa interno de desenvolvimento, criado para estimular inovações desenvolvidas e aplicadas pelos próprios colaboradores do shopping. A ação visa dar novo significado a restos de alimentos do polo gastronômico e praça de alimentação, antes descartados como lixo.
Foto: Divulgação
Agora eles viram adubo para uma horta de hortaliças, condimentos e árvores frutíferas 100% orgânicos na laje do shopping.

Mercado imobiliário

O empresário e incorporador Mário Valois acaba de retornar da bela cidade de Campina Grande (PB), onde participou de um encontro com membros da Comissão de Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Foto: Divulgação

O evento contou com a participação de representantes do mercado imobiliário de 16 estados e que na ocasião, discutiram sobre os indicadores imobiliários nacionais.

Premiação

O violista Natanael Ferreira, ex-aluno do Itego em Artes Basileu França, recebeu no último dia 25 de junho, em Genebra, na Suíça, o prêmio de melhor instrumentista de cordas em mestrado solista do ano.

O músico faz parte de um grupo de jovens talentos brasileiros que se apresentaram, nos dias 29 e 30 de junho deste ano, na Festa anual da Música de Genebra, com um repertório de músicas de compositores como Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha, Ary Barroso, Tom Jobim, Zequinha de Abreu e César Guerreiro Peixe. O concerto encantou o público com a música popular brasileira, abrangendo do clássico ao popular.

Estiveram presentes na cerimônia de entrega do prêmio a Embaixadora do Brasil em Genebra, Susan Kleebank; o Ministro de Ciências e Tecnologia do Governo Brasileiro, Marcos Pontes, dentre outras autoridades.

Em conversa com o Ministro de Ciências e Tecnologia do Governo Brasileiro, Marcos Pontes, o violista fala sobre a conquista do prêmio. | Foto: arquivo pessoal

“Foi muito gratificante para mim receber esse prêmio internacional, pois construí uma carreira desde que comecei a estudar no Basileu França e, também em Anápolis, onde nasci. Essa é uma premiação de grande porte para a carreira de um músico. É uma forma de reconhecimento e serve também para avaliar os meus resultados enquanto artista. Sou muito dedicado aos concertos e às turnês em que toco e, nem sempre, tenho tempo para refletir sobre meu trabalho como um todo. Receber um prêmio como esse reconhecido em toda a Europa me deixa extremamente feliz. Agradeço aos meus familiares, amigos, professores, patrocinadores e, especialmente a Deus, que sempre me ajudaram muito. Receber o prêmio do ano de melhor instrumentista de cordas de Genebra é sem sombra de dúvida um grande marco na minha carreira”, afirma o músico brasileiro, que já ganhou outros prêmios na Suíça e na França.

CARREIRA DO JOVEM MÚSICO

Natanael Ferreira começou seus estudos musicais tocando piano aos 9 anos de idade. Aos 12 mudou para a viola com o incentivo do tio, o maestro Eliseu Ferreira. O músico fez parte da

Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG) e da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). Ele também participou de vários festivais nacionais e internacionais de música.

Atualmente o violista Natanael Ferreira tem 24 anos e estuda na Escola de Altos Estudos de Música de Genebra (Hemge), na Suíça, onde terminou o bacharelado, e hoje cursa mestrado na especialidade solista, na classe do professor Miguel da Silva. Além disso, ele é residente na Queen Elisabeth Music Chapel, em Bruxelas, na Bélgica, juntamente com os outros integrantes do Aurora Piano Quarteto. Essa escola é considerada uma das melhores academias de música do mundo.

O violista goiano realiza concertos como solista e músico de câmara, na Suíça e na França, destacando-se como um dos grandes jovens talentos brasileiros, segundo críticos musicais europeus.

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