Governo Bolsonaro reduz investimento contra o trabalho escravo

(Foto: Reprodução )

Operações de combate ao trabalho escravo caíram 57%. Especialistas alertam sobre a necessidade de atuação forte do Estado diante da falta de autoridade de consumidores e empresas

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promoveu nesta quarta-feira (3), uma audiência pública para tratar da escravidão contemporânea. O debate contou com a participação de especialistas que  levantaram dúvidas sobre a capacidade das empresas para enfrentar o trabalho escravo.

Segundo o jornalista Guilherme Amado, da Época, em cinco meses do Governo Bolsonaro as operações de combate ao trabalho escravo caíram 57%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2018 foram realizadas 127 operações para combater a escravidão trabalhista, neste ano, foram realizadas apenas 54. 

O número de pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo, também reduziu nesse período. Em 2018, as equipes conseguiram resgatar 994 trabalhadores, neste ano foram 232. Com a redução de um terço do orçamento a Secretaria de Trabalho, que dispõe de R$ 186 milhões para 2019, deve operar com R$ 38 milhões a menos do que no ano anterior.

De acordo com a representante do Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPacto) Mércia Silva, no Brasil são mais de 370 mil pessoas que estão submetidas a trabalho forçado, segundo os critérios da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Mércia reforça ainda, que o maioria das ocorrências desses crimes estão relacionadas às regiões de elevada vulnerabilidade social. 

Durante a audiência na CDH, a representante do Centro de Recursos Empresariais e Direitos Humanos do Reino Unido, Patrícia Carrier reforçou a necessidade de atuação forte do Estado diante da falta de autoridade de consumidores e empresas. Segundo ela, o Brasil já tem estrutura jurídica contra a exploração de trabalhadores, porém, os órgãos  governamentais precisam de meios para assegurar o cumprimento da legislação.

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