Quase 80 anos depois da versão animada, “Dumbo” está de volta aos cinemas para encantar crianças e adultos. Com direção de Tim Burton e roteiro de Ehren Kruger, o novo live-action da Disney apresenta muitas diferenças com relação ao original, como o fato de os animais não falarem. O que se espera, contudo, é que a essência tenha sido mantida. O desenho foi baseado no livro “Dumbo the Flying Elephant”, de Harold Pearl e Helen Aberson, lançado em 1939. Assim que Walt Disney conheceu a obra, ele comprou os direitos autorais para produzir o filme de 1941.

Na nova história, o dono de um circo que está lutando para sobreviver, Max Medici (Danny DeVito), pede a um de seus funcionários, Holt Farrier (Colin Farrell), para cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas enormes o tornam motivo de chacota. Quando seus jovens filhos, Milly Farrier e Joe (Nico Parker e Finley Hobbins), descobrem que Dumbo pode voar, o persuasivo empreendedor V.A. Vandevere (Michael Keaton) e uma artista chamada Colette Marchant (Eva Green) entram em cena para transformar o pequeno paquiderme em uma grande estrela.

Com seu estilo excêntrico, único e por vezes sombrio, Tim Burton foi responsável por um dos longas mais bem sucedidos do estúdio do Mickey, “Alice no País das Maravilhas” (2010). Sua escolha se mostra assim acertada e segura. “O que eu gostava em Dumbo [o personagem] era a ideia da imagem de um elefante que voa e que é um desajustado. Este tipo de coisa tem um grande apelo para mim”, revelou o cineasta em entrevista que ainda ressaltou que na época da escola era considerado esquisito e que isto o libertou para ser o que queria e sem precisar fingir.

‘Dumbo’ – Cartaz.

Michael Keaton volta a trabalhar com Burton, após ficar eternizado como o Homem-Morcego em “Batman” (1989). Na sequência de 1992, ele enfrentou o icônico Pinguim de Danny DeVito que está em sua quarta colaboração com o diretor. As demais foram em “Marte Ataca!” (1996) e “Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas” (2003). Como sua musa, Eva Green foi a protagonista de sua obra anterior, “O Lar das Crianças Peculiares” (2016). Para reconstituir o ano de 1919, o designer de produção Rick Heinrichs estudou a arquitetura e fotografias da época.

Parceira de longa data de Tim, a figurinista Colleen Atwood, vencedora de quatro Oscars, utilizou 90% das roupas do período. “Eu não gosto muito de usar a palavra ‘gênio’ com frequência, mas ele [Tim Burton] é um verdadeiro gênio, um visionário”, definiu o coreógrafo Kristian Kristof, responsável pelas muitas sequências de dança da produção. A canção clássica “Baby Mine”, composta por Ned Washington e Frank Churchill e indicada ao Oscar da categoria, foi regravada pelo Arcade Fire. No trailer ela foi interpretada pela cantora norueguesa Aurora Aksnes.

Vale lembrar que continuam em cartaz nos cinemas de Goiânia, o novo horror de Jordan Peele, “Nós”; o romance dramático juvenil “A Cinco Passos de Você”; a comédia de Leandro Hassum “Chorar de Rir”; o drama com Julia Roberts “O Retorno de Ben”; a superprodução “Capitã Marvel”, o thriller “Vingança a Sangue-Frio”; e a animação “O Parque dos Sonhos”. Já em circuito limitado, as opções são o controverso “Climax”, de Gaspar Noé, a produção goiana “Alaska”, o terror brasileiro “Mal Nosso” e o documentário sobre Maria Bethânia, “Fevereiros”.

Antes de sair de casa, confira a programação das salas, a classificação indicativa dos filmes, os horários e as datas de exibição. Faça sua escolha e tenha uma ótima diversão!

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