Transporte é o maior e principal linha de ônibus da capital

Uma audiência pública foi realizada para debater a privatização do Eixo Anhanguera, ontem (21), na Câmara de Vereadores. O transporte é o maior e principal linha de ônibus da capital. Além dos parlamentares, também participaram do debate os representantes das empresas que administra o transporte na capital.

O vereador Denício Trindade (SDD) responsável por promover a reunião, acredita que o debate é relevante, além conhecer a verdadeira “realidade do transporte” na capital. “Não dá para saber se a privatização é o melhor caminho, por isso temos que avaliar ouvindo os representantes do Governo e Prefeitura, além da população”, esclareceu.

( Foto: Claudivino Antunes)

Para o presidente da empresa, Paulo César Reis, a frota operante do eixo não é frota de ônibus do Eixo não é velha, tem entre quatro e oito anos, porém, um dos maiores problemas do serviço é a manutenção “extremamente deficiente”. Com relação à privatização, o presidente afirma que por se tratar de uma questão governamental, a decisão seja mais difícil. “Para resolver a questão do transporte, tem que pensá-lo num todo. Será que só privatizar a Metrobus vai resolver? Hoje o problema está mais na infraestrutura do que nos ônibus. É um investimento grande que envolve prefeituras, estado e empresas privadas”, destacou Reis.

Segundo Paulo, na próxima terça-feira (26), técnicos do estado e da prefeitura vão se reunir para tratar da “transição” para uma futura privatização. Atualmente o transporte opera com 103 ônibus, que atende toda a Avenida Anhanguera, a mais extensa via da cidade, cortando-a de leste a oeste, e atende os municípios de Senador Canedo, Trindade e Goianira.

Já o diretor técnico da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Benjamin Kennedy, avalia a privatização como uma questão política. “A CMTC entende que, caso seja feita a devolução da concessão, teremos que fazer uma contratação emergencial para operar a linha até que um processo licitatório seja finalizado ou a própria Metrobus poderá operar até a conclusão da licitação”, explicou 

Kennedy esclareceu ainda, que nos dois últimos anos o trecho operado pelo Eixo Anhanguera sofreu uma degradação. “O Eixo, que tinha o melhor índice de passageiros por quilômetro (IPK) do Brasil, transitando em 13,5 quilômetros, passou a operar em quase 75 quilômetros, quando foi adicionada a extensão para três municípios, mas mantendo a mesma demanda. Isso causou um desequilíbrio econômico-financeiro à empresa”, reforçou. 

O vice-prefeito Veter Martins, participou da audiência e disse é preciso analisar os reflexos que irão recair sobre os usuários de Aparecida de Goiânia. “No momento este projeto ainda é embrionário. Estamos aqui para saber mais sobre o assunto e repassar ao prefeito Gustavo Mendanha, pois, assim ele poderá opinar e defender a população em seus direitos. Buscamos sempre o melhor para o usuário”, declarou Veter.

Estado e municípios avaliam a privatização

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB) se reuniu na última sexta-feira (15), com o governador Ronaldo Caiado (DEM), para tratar sobre uma possível privatização do Eixo anhanguera. De acordo com Iris, cabe ao Estado devolver a concessão à Prefeitura.

Caiado afirmou defende a privatização e que nunca teve dúvidas. “Na situação difícil em que se encontra o Estado na área da segurança, educação e saúde, o governo não tem que tomar conta de ônibus. Isso não é função de governante em nenhum lugar do mundo onde se faz política séria”, atestou Caiado.

Segundo Iris, o principal objetivo do debate é melhorar a qualidade do transporte público. “Se for necessário a privatização do sistema e o Estado e município ficar como fiscalizadores do trabalho diante da privatização, vamos fazer e com rapidez. A verdade é que não pode continuar como está o transporte coletivo da região metropolitana. A Prefeitura deve abrir licitação e buscar a melhor empresa para substituir a ação do governo estadual que vai muito além de cuidar do transporte coletivo”, ressaltou o prefeito.

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