Em momento de crise, as grandes corporações devem se reinventar, mudar estratégias, enxergar nas dificuldades janelas de oportunidade e acreditar em mudanças estruturais de ordem externa que refletem diretamente no ambiente empresarial. Essas premissas das teorias gerais de administração têm sido utilizadas cada vez mais pelas empresas brasileiras em momentos de turbulência e transição, como o que atravessamos agora, e em Goiás não é diferente.

A Rizzo Imobiliária, por exemplo, conseguiu vencer as adversidades do mercado e da realidade política e, ao mesmo tempo, reconhecer os esforços dos seus colaboradores para que a empresa se expandisse em 2018. Prova disso é a distribuição de parte do lucro líquido da Rizzo em 2018 com seus colaboradores. No total, 62 deles – ou todo o quadro de pessoal – foram contemplados, no último dia 11 de março, com um repasse médio de R$ 11.030,87, embora o valor do bônus seja relativo a salário individual do colaborador.

Essa remuneração é a título de participação em parte do lucro líquido do grupo, cujo montante foi de R$ 683 mil, um pequeno porcentual no total do lucro líquido. A essa iniciativa o Grupo Rizzo chamou Programa de Participação de Resultados (PPR). O PPR foi implantado pelo presidente do grupo, Leonardo Rizzo, e já vigora há algum tempo.

De acordo com o diretor Comercial da Rizzo, Herberth Moreira, 2018 foi um ano atípico, pois proporcionou resultados muito bons para a empresa. “Nossas metas foram atingidas e, em alguns casos, até superadas”, afirma. Parte desse sucesso se deve, em sua opinião, à criação de uma campanha interna voltada a todos colaboradores, que ficaram envolvidos não só com o seu departamento, mas também participaram de todo o resultado da empresa.

Foto: Divulgação

“Por exemplo: o pessoal da Contabilidade cobrava do pessoal das vendas e vice-versa, o que resultou em um trabalho em equipe onde ficava estabelecido que não eram só as vendas que importavam, mas também administrar recursos, negociar taxas, reduzir despesas internas”, observa.

Ao longo de 2018, segundo Herberth, foram feitas pesquisas para aferir o nível de satisfação dos colaboradores e elas revelaram que uma parte deles não estava satisfeita com a empresa. “Eles apontaram um certo distanciamento da diretoria em relação aos demais setores”, conta. Segundo ele, após uma série de dinâmicas que envolviam todos os colaboradores em que eles indicavam qual era a sua insatisfação, e após uma somatória de ações, a empresa começou a obter grandes resultados, devido a funcionários motivados e produtivos de um lado e, de outro, uma empresa obtendo bons resultados, inclusive ganhando premiações. “Notamos que o incentivo interno influenciava diretamente na lucratividade da empresa”, acrescenta Herberth Moreira.

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