Fazenda de João de Deus é ocupada por mulheres do MST

(Foto: MST/ Divulgação)

Movimento integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra

Cerca de oitocentas mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento Camponês Popular (MCP) ocuparam na manhã de ontem (13), a fazenda Agropastoril Dom Inácio, que pertence ao médium João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus. A propriedade fica localizada em Anápolis, a 55 km de Goiânia.

Em nota, o MST afirmou que a ação integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, e visa dar visibilidade ao território “fruto do abuso, do estupro e da violência”. “Lutamos #PorTodasNós em um Brasil que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é o quinto em mortes violentas de mulheres no mundo”, dia a nota. Segundo a assessoria do movimento, não há previsão para que a propriedade seja desocupada.

João de Deus se tornou réu em duas ações penais sob acusações de violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. Ele está preso desde 16 de dezembro do ano passado, no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Leia nota completa:
“Por esses e tantos outros motivos, as mulheres Sem Terra ocupam hoje um território que é fruto do abuso, do estupro e da violência. Lutamos #PorTodasNós em um Brasil que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) é o quinto em mortes violentas de mulheres no mundo.

Em um país que em pleno século 21, manda assassinar a sangue frio uma mulher, uma vereadora democraticamente eleita.

É #PorTodasNós que precisamos descobrir quem são os mandantes da execução de Marielle Franco. Quem planejou e contratou a sua morte?
Exigimos saber que grupo político foi capaz de mandar matar uma vereadora. Nosso compromisso é seguir como parte da necessidade da luta permanente do atual momento em que vivemos.

Contra a fórmula perversa de apropriação e concentração de riqueza nas mãos de poucos e a socialização da miséria e desigualdade. Contra o atual governo que ao retirar direitos da mulher, nos oprime, nos violenta e nos mata. Contra o machismo e o patriarcado. Contra tudo o que nos cala, nos humilha e nos mata, seguimos, por todas nós!”

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