Esquema fraudulento cancelava as guias no sistema da Comurg, sem que as empresas beneficiárias tivessem quitado os valores, desviando os recursos públicos em proveito próprio

A justiça acolheu o pedido do promotor de Justiça Fernando Krebs e bloqueou R$ 728.299,34, por danos ao erário, mais R$ 2.184.898,02, por dano moral, dos bens de envolvidos em um esquema de fraude no pagamento de taxas da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), ocorrida entre 2016 e 2018.

Segundo a ação do Ministério Público de Goiás (MP-GO), o esquema envolvia o ex-assessor de Tecnologia e Gestão Integrada da Comurg Ricardo Ribeiro Gonçalves e as empresas: América Cleaning e Ambiental; Brasloc; DM Conteineres; Strato Transportes; Suriel Ambiental e Tele-entulho. Ricardo teria emitido guias falsas de recolhimento de taxas para descarte de resíduos sólidos no aterro sanitário de Goiânia.

O ex-assessor era responsável pelo gerenciamento do sistema Gestor Online, programa usado para dar “baixa” em boletos bancários de taxas de descarte, ele cancelava as guias no sistema da Comurg, sem que as empresas beneficiárias tivessem quitado os valores, desviando os dinheiros públicos em proveito próprio. Segundo o MP, o valor desviado, até meados de abril de 2017, é de cerca de R$ 728.299,34.

Descoberta da fraude

No final de 2016, servidores da área descobriram irregularidades ao constatarem a baixa de guias sem o devido pagamento. Porém, as suspeitas só foram confirmadas, após um processo de auditagem instaurado na companhia, para apurar as divergências e as possíveis ineficiências do sistema Gestor Online.

Em decorrência das investigações, em março de 2018, Ricardo Ribeiro foi exonerado por justa causa, em razão da prática de atos de improbidade administrativa.

O NewsGo entrou em contato por e-mail com Comurg às 5h23 da tarde desta sexta-feira. Mas até o fechamento da matéria não houve um posicionamento da Prefeitura de Goiânia da Companhia.

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