Gustavo Sebba crítica discurso de ‘terra arrasada” de Ronaldo Caiado

Deputado disse que o projeto não justifica o problema deficitário do Estado. (Foto: Marcos Kennedy)

Governador compareceu na reunião da Comissão Mista convocada durante sessão extraordinária, para fazer um apelo aos deputados sobre a aprovação das matérias encaminhas ao Poder Legislativo

O governador Ronaldo Caiado (DEM) se reuniu nesta terça-feira, 23, com parlamentares, após encaminhar pacotes de austeridades à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). A Comissão Mista analisou as matérias que chegaram à Casa, em caráter de urgência. O projeto que mais chamou a atenção dos deputados, foi o decreto que declara estado de calamidade financeira de Goiás.
Para justificar o envio da matéria ao Poder Legislativo, o governador afirma que a medida condiz com a atual situação financeira, fiscal e orçamentária da administração pública. “Nós hoje estamos declarando calamidade financeira. Mas se nós não tivermos a condição da manutenção mínima, das áreas de saúde, segurança e educação, teremos que declarar calamidade pública”, explicou.
O deputado Gustavo Sebba (PSDB), oposição do Governo na Casa, avaliou como republicana a participação de Caiado na sessão. “Acho válido ao menos a visita do Governador à Casa, mesmo que não responsa exatamente tudo aquilo que foi colocado, ou que ele tente colocar algum ponto de vista político, acima do que talvez seja questionado pelos parlamentares, mas o fato dele estar presente é muito positivo”, contou Sebba.
Questionado sobre a necessidade de aprovação do decreto, o deputado disse que o projeto não justifica o problema, sobre a projeção de duplicação do déficit R$ 3,4 bilhões do ano anterior em 2019. “Se em 20 anos criou-se um déficit de R$ 3 bilhões, como que em um ano ele tem uma projeção para R$ 6 bilhões, ou seja, dobrar. Então não justifica, eu acho que o governador está tentando vender um discurso de terra arrasada para tentar justificar o não pagamento dos salários dos servidores, que para mim é uma birra política”, questionou Gustavo.
Para o deputado, se o Governo tem recursos para pagar janeiro, ele tem para pagar dezembro. “O que vemos aqui é um discurso eleitoreiro, com objetivo de justificar a falta de ação, uma certa inércia e uma incompetência ao assumir um governo”, arrematou.
O deputado Humberto Aidar (MDB) é o relator do projeto encaminhado pela Governadoria, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Alego, onde serão apreciados.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here