A era do compartilhamento chega às moradias em Goiânia

Residencial em Goiânia inova ao criar enormes átrios temáticos no hall dos apartamentos destinados à convivência, que se somam aos demais serviços compartilhados que serão oferecidos: central de congelados, lavanderia, bike share, coworking, entre outros. Projeto também traz inovações na arquitetura e no paisagismo

O compartilhamento é um conceito que chega com força total no atual cenário econômico de muitos países, no Brasil inclusive. Por trás dessa tendência estão marcas que são gigantes nos segmentos de transporte e hotelaria, como Uber e Airbnb. Projeções da Price waterhouse Coopers (PwC) apontam que, até 2025, a economia compartilhada deve movimentar mundialmente o equivalente a 335 bilhões de dólares. O Brasil é o líder latino-americano nesse tipo de iniciativa, de acordo com um estudo realizado em 2016 pela IE Business School com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O fenômeno atinge também as moradias, que cada vez mais privilegiam unidades mais compactas, porém mais modernas e funcionais, o que inclui espaços de convivência e uso comum.

Essa tendência, presente em grandes centros urbanos como Nova York, Tóquio e São Paulo, começa a chegar a Goiânia. Tendo em seu portfólio construções como o imponente Órion  Business & Health Complex, edifício comercial pronto mais alto do País, com 190 metros de altura, a FR Incorporadora é uma das empresas que traz para a capital esse moderno estilo de morar. Com seu ID Vida Urbana, residencial que será construído na Rua 5 do Setor Oeste, a empresa aposta neste novo caminho que as moradias brasileiras devem trilhar nas próximas décadas.

No residencial, que será lançado oficialmente até o fim do ano, a ideia de espaço compartilhado vai além das áreas de lazer e se expande ao longo de toda a torre. Os halls dos apartamentos deixarão de ter aspecto de corredores de acesso e se transformarão em lobbies temáticos. Além de trazer um novo conceito arquitetônico, eles permitirão experiências de convivência ainda inéditas em edifícios residenciais de Goiânia. “Esse projeto do ID talvez seja o mais completo que nosso escritório já fez”, frisa Alexandre Leite, autor do projeto arquitetônico.

No projeto, Alexandre Leite eliminou os tradicionais corredores e criou grandes átrios, um total de nove, que poderão ser usados pelos moradores como escritório de trabalho (coworking), sala de leitura, meditação, descanso, contemplação, bate papo e lazer. Os halls, com pé direito quádruplo, serão uma espécie de quintal dos apartamentos, com área de 150 metros quadrados e 5,76 metros de altura. “Essas janelas são a alma do projeto e garantem iluminação e ventilação natural aos átrios compartilhados”, descreve Alexandre.

Adriana Mundim, responsável pela tematização dos halls, explica que trouxe para os goianienses uma experiência que ela mesma viveu em um empreendimento em Madri, na Espanha. “A ideia, de se ter esses halls temáticos ou grandes átrios, que irão intercalar os pavimentos, partiu da proposta de se tirar a monotonia dos andares. Chamamos de oásis, onde você recebe as pessoas, os familiares, amigos, onde você pratica exercícios, ou você faz um passeio. A ideia é a pessoa se sentir em casa, mesmo não estando em seu apartamento”, esclarece a arquiteta.

Ela criou o espaço para leitura, uma galeria de arte, dois átrios inspirados na natureza, um coworking, um com tema geométrico/lúdico, um charmoso lounge de convivência, um espaço futurista e um zen. “Para cada espaço, nós planejamos um projeto que pudesse despertar a curiosidade para ver o próximo”, diz.

Uma equipe multidisciplinar que ajudou na concepção do projeto, integrada por arquitetos, engenheiros e especialistas imobiliários, fez viagens de pesquisa, inclusive no exterior, para ver de perto as tendências de moradias com compartilhamento de espaços mais avançadas que já existem. “Considerando os resultados, criamos um empreendimento que traz para Goiânia o que a cidade merece: o que há de mais moderno no setor imobiliário” , ressalta Artur Rassi, diretor da FR Incorporadora.  

Um estudo realizado pelo sociólogo gaúcho Martin Haag apontou que o goianiense, apesar de ser um público tradicionalista, sempre foi aberto a novidades. “Isso está no DNA de Goiânia, que foi planejada para ser uma metrópole moderna”, lembra o sociólogo. O ID atende ao perfil crescente de pessoas que vivem sozinhas e casais sem filhos, que já correspondem a 34% do total de famílias brasileiras, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os apartamentos terão metragens que variam entre 34 a 73 metros quadrados.

Para o diretor da URBS RT Lançamentos Imobiliários e  especialista imobiliário, Ricardo Teixeira, que integrou a equipe multidisciplinar de desenvolvimento do residencial, o ID Vida Urbana segue uma tendência mundial em que as pessoas buscam sua individualidade, seu espaço próprio, mas não querem se isolar. “O empreendimento irá proporcionar essa conexão e integração das pessoas por meio dos halls”, observa. Além disso, o projeto promove o uso  racional dos espaços, proporcionando o compartilhamento para locais que normalmente são de uso ocasional. “Os moradores ganharão uma área estendida de seus apartamentos compactos sem que isso onere no valor”, diz.

Além dos átrios compartilhados, o empreendimento também terá outros serviços compartilhados como o pay-per-use para guarda de entregas, serviços de limpeza, central de congelados, lavanderia, higienização de veículos, reparos e manutenções, pet care, dentre outros.

Inovação na arquitetura e no paisagismo

Com 42 pavimentos, o lD Vida Urbana também terá a sua arquitetura como um dos principais diferenciais. A divisão a cada quatro andares permitiu uma fachada inspirada na arquitetura novaiorquina, que mistura tradição e modernismo e remete ao perfil do bairro. Entre as novidades, gigantescas varandas vistas do lado de fora do residencial. “A fachada contemporânea reflete a diversidade de apartamentos, a quebra da monotonia com vários pavimentos tipos diversificados, com os halls temáticos que trazem aconchego e movimento e balcões amplos nos apartamentos que permitem uma ventilação eficiente”, afirma Alexandre Leite. Com grandes recuos e torre alta, bem mais alta do que a dos vizinhos, a fachada aparece texturizada com partes em tijolinhos, destacando a elegância do acabamento.

As áreas de lazer serão construídas no segundo pavimento e no terraço, todos com uso intenso de verde. No térreo, malls, totalmente independentes, irão oferecer serviços e produtos para facilitar a vida do morador. E no segundo pavimento haverá um parque suspenso privativo com 740 metros quadrados, com árvores frondosas e espelho d’água, com conceitos da biofilia, que explica cientificamente a importância dos ambientes naturais no dia a dia das pessoas e quadra de squash.

“Há muito pouco tempo o homem é um ser urbano. Ver o verde acalma e tranquiliza, por isso as áreas e praças compartilhadas têm esse conceito como base”, detalha Guilherme Takeda, arquiteto responsável pelo paisagismo do empreendimento. Uma cascata com queda de seis metros de altura e um córrego para contemplação foram projetados para completar essas sensações emocionais, além de melhorar a sensação térmica destes ambientes. “É o barulhinho da chuva que o goianiense tanto valoriza”, destaca Takeda.

Já a área de lazer do rooftop – outra influência trazida de cidades cosmopolitas  para o empreendimento que será edificado no Setor Oeste – será composta por piscina com raia e borda infinita, academia, além de jardim e gazebos que vão intensificar o conceito de área verde no empreendimento.  Segundo Alexandre Leite, o projeto arquitetônico do empreendimento leva em consideração seu público-alvo. “Por este motivo, colocamos a academia e a piscina na cobertura. O terraço do edifício funcionará como um grande centro de treinamento capacitado para as mais diversas atividades físicas, que poderão ser executadas enquanto se aprecia a vista agradável e relaxante”, informa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here