João de Deus vira réu, após juíza aceitar denúncia de abuso sexual

(Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo)

A defesa do médium informou que não foi informado e que se trata de uma “decisão provisória, sujeita à confirmação após a apresentação da resposta à acusação”

A juíza Rosângela Rodrigues dos Santos aceitou nesta quarta-feira, 9, a denúncia do Ministério Púbico de Goiás, contra João de Deus, 77 anos, sobre os crimes de estupro de vulnerável e violação sexual. Com o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário, o médium deixa de ser investigado e passa a ser réu pelos quatro crimes sexuais investigados pelos promotores e pela Polícia Civil.
Conforme esclarece o promotor Luciano Miranda, que integra a força-tarefa do MP, agora iniciará a fase de defesa preliminar, seguida pela instrução processual, a qual envolve a oitiva de testemunhas, de vítimas e um novo interrogatório. Ao final dessa fase, é proferida a sentença.
João de Deus passou a ser investigado, após centenas de mulheres relatarem ter sido abusadas sexualmente durante tratamento espiritual na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, onde realizava os atendimentos. O líder espiritual negou todos os crimes.
O advogado que defende o médium, Alberto Toron informou, em nota, que ainda não tem conhecimento da decisão. “De qualquer modo, é importante esclarecer que se trata de uma decisão provisória, sujeita à confirmação após a apresentação da resposta à acusação. Estamos serenos e confiamos na justiça”, informou.
De acordo com o MP, no documento encaminhado ao judiciário, foi anexado depoimentos de outras 15 vítimas do réu, que figuram como testemunhas de recorrência dos crimes.
João de Deus está preso desde o último dia 16 de dezembro, na área de segurança máxima do Complexo Prisional do Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia.
Bloqueio
Em outra ação, de natureza cível, a pedido do MP-GO, o Judiciário procedeu o bloqueio de bens do réu no valor de R$ 50 milhões, compreendendo numerário em contas e em imóveis. O bloqueio já havia sido acatado em dezembro, sendo agora cumprido, e visa garantir ressarcimento de possíveis danos morais coletivos e danos individuais sofridos pelas vítimas.

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