Inclusão digital na terceira idade

Aposentada Maria da Luzia, 72 anos, frequentadora da oficina no CCICM. (Foto: Aline Cabral e Henrique Luiz)

Idosos são atendidos pela OVG, além de ganharem autonomia também melhoram a memorização e a coordenação motora ao aprenderem a usar dispositivos móveis, como tablets, smartphones e Smart TV

O uso da internet tem sido cada vez mais frequente estre as pessoas, seja para comunicar com familiares e amigos, fazem compras, pagar contas, pesquisas, interagir nas redes sociais, entre outros. Essa funcionalidade tem deixado até os idosos conectados com as novas tecnologias.

Um programa de inclusão digital oferecido em quatro unidades da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), gratuitamente, visa atender a terceira idade, através do Projeto Cidadania Digital Já. A atividade, além de trazer mais autonomia aos frequentadores, contribui para memorização e melhora a coordenação motora.

Desde abril deste ano, o projeto que é uma parceria entre a OVG, Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED-GO) está em andamento. As aulas promovem a inclusão digital dos idosos ao inseri-los no mundo da internet. Eles aprendem a navegar em dispositivos móveis, como tablets, smartphones e Smart TV.

As aulas são conduzidas de acordo com as necessidades dos alunos. De acordo coma a instrutora de inclusão digital do Centro de Convivência de Idosos Cândida de Morais (CCICM), Glauciene Carrijo, a maioria quer interagir com familiares e amigos. “Eles querem se comunicar com os filhos e netos, irmãos que geralmente estão em outras cidades. Então utilizam bastante o WhatsApp, aprendem a mandar mensagens de áudio, tirar fotos”, pontua, ao acrescentar que outro benefício proporcionado com o aprendizado é a maior autonomia. “Muitas idosas vendem Avon, Natura. Agora elas usam aplicativos das empresas e mandam seus pedidos sem precisar de ajuda de outras pessoas”, explica a instrutora.

A aposentada Maria da Luz, 72 anos, frequentadora da oficina no CCICM, frequenta as aulas desde o início do projeto e, agora, se sente mais segura e confiante ao manusear o celular. “Sempre tive que recorrer aos netos e eles nem sempre têm paciência. Depois que comecei a ter aulas, aprendi muito. Hoje consigo ver os horários dos ônibus pelo aplicativo, sei pedir Uber sozinha. Tenho uma filha que mora no Japão e outra no Tocantins, então converso, mando e recebo fotos, vídeos, tudo pelo WhatsApp”,WhatsApp diz entusiasmada.

Para o Agnelo Bernardes, 66 anos, a diversão está em ouvir música e jogar. “Tem sido um ótimo passatempo. Trabalhamos a memória nos aplicativos de jogos. Estou gostando muito”, garante. Já para o frequentador da Vila Vida, Walterci Cândido da Silva, 72 anos, tudo é novidade. “Não sabia nem ligar o celular. Agora aprendi a colocar o alarme e estou aprendendo a mandar mensagens”, comemora.

Memorização e coordenação motora
Na oficina, os idosos utilizam aplicativos educativos, que ajudam a melhorar a escrita, leitura e estimulam a memorização. A aposentada Durcelina Espírito Santo de Matos, 78 anos, frequentadora da Vila Vida, está apresentando os primeiros sintomas de Alzheimer e conta que as aulas de inclusão digital têm ajudado muito.
“Meu médico disse que o uso das novas tecnologias ajuda a memória. Então utilizo bastante o smartphone. Tenho instalado no meu celular diversos aplicativos e gosto de usar as redes sociais. Tenho Facebook, Instagram e WhatsApp”, destacou a aposentada.

Com informações da Assessoria de Comunicação da OVG.

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