GIRO prende foragidos envolvidos na operação ‘Último Tango’

A operação ‘Último Tango’, prendeu cinco vereadores no Município de Correntina. Foto: Reprodução

Policiais Militares do Giro (CPC) de Goiânia, recapturaram nesta segunda-feira (21) um casal foragido da Justiça da Baiana. Cleuzinete de Souza Sales e Erickson Lince Santos, estão sendo apontados pelo crime de peculato fraudulento. Os dois serão conduzidos para à cidade de Correntina (BA).

Cleuzinete de Souza Sales é apontada como a tesoureira. Foto: Reprodução/perfil Facebook

A dupla está envolvida na operação ‘Último Tango’ deflagrada no dia 26 de outubro de 2017, pelo Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

De acordo com o major Ronny Alves, o casal já tem o mandato de prisão em aberto. “Foi expedido o mandato de prisão para cinco vereadores, que já foram presos, para essa mulher apontada como tesoureira e para o motorista, que em tese levava as verbas”, pontuou.

Ainda de acordo com o major Ronny Alves, Cleuzinete e Erickson eram os únicos integrantes, envolvidos no desvio de verba pública do Município de Correntina, que estavam foragidos.

Sobre a operação
No dia 26 de outubro de 2017, o Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrou a operação ‘Último Tango’, que prendeu cinco vereadores no Município de Correntina. Entre eles, o presidente da Câmara de Vereadores, Wesley Campos Aguiar, conhecido como Maradona.

Erickson Lince Santos, o motorista e o presidente da Câmara de Vereadores, Wesley Campos Aguiar. Foto: Reprodução/perfil Facebook

De acordo com os promotores de Justiça do Gaeco, todos os presos estão envolvidos na formação de organização criminosa suspeita de fraudar processos licitatórios e contratos no Município, desviar verbas públicas mediante pagamento de gratificações indevidas a servidores e realizar exigências ilícitas ao prefeito, inclusive entrega de propina de R$ 50 mil para alguns vereadores em troca da aprovação de projetos de lei.

Entre as denúncias ao Ministério Público da Bahia, está o atraso das obras da nova Câmara de Vereadores. O gasto previsto para a construção era de R$ 4,4 milhões e já foram gastos mais de R$ 3,5 milhões.

O objetivo da operação foi de reprimir delitos contra a administração pública, licitações e contratos no âmbito da Câmara de Vereadores de Correntina, município situado no oeste baiano, cerca de 920 km de Salvador.

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